Em junho de 2020, durante o mês do Orgulho LGBTI+, a Campanha #FéNaDiversidade, iniciativa da Plataforma Intersecções e Evangélicxs pela Diversidade, recolheu mais de 170 assinaturas de pastores, pastoras, teólogos, teólogas e lideranças de igrejas e organizações evangélicas aliadas que vieram a público para, em suas palavras, expressar:

  1. Nossa confissão e pedido de perdão às pessoas LGBTI+ por nossa incompreensão e negação ao Evangelho de Cristo e silêncio diante do sofrimento causado pelo modo como as igrejas cristãs têm tratado o tema: condenação, exclusão, silenciamento, invisibilização, patologização etc.
  2. Nossa compreensão sobre a diversidade sexual e de gênero, que se afasta do modo preconceituoso com que igrejas têm tratado o assunto. Consideramos a diversidade sexual e de gênero não como pecaminosa, mas como resultado da multiforme graça criadora de Deus.
  3. Nossa visão sobre a participação de pessoas LGBTI+ na igreja é de compromisso pleno com a afirmação de seus dons e total inclusão na comunidade, em qualquer ministério. Afinal, alcançados em Cristo, todos somos indistintamente partícipes de sua graça.
  4. Nosso compromisso com a promoção da justiça, igualdade, dignidade e respeito às pessoas LGBTI+ na sociedade brasileira, considerando as interseccionalidades de raça, classe, idade, local de moradia, religião etc. que as atravessam.

Para conhecer na íntegra a Declaração em reconhecimento da dignidade e do amor de Deus às pessoas LGBTI+, visite www.fenadiversidade.com ou acesse abaixo.

Henrique Vieira

O amor e a diversidade vêm de Deus! O respeito à diversidade é uma atitude de obediência ao Evangelho de Jesus e um compromisso com a dignidade humana.

Pr. Henrique Vieira
Igreja Batista do Caminho

A minha experiência de Deus e da fé se ampliou e aprofundou muito a partir do momento em que alcancei a compreensão espiritual e teológica sobre a diversidade sexual como um dom divino! Gratidão aos meus irmãos e irmãs LGBT que foram instrumentos divinos para a minha conversão!

Pra. Odja Barros
Igreja Batista do Pinheiro

Odja_Barros
Mauricio_Andrade

O amor precisa ser a chave que abre os novos horizontes da hermenêutica bíblica e a partir do amor não há exclusão, mas sim inclusão de todas as pessoas independente de sua orientação sexual, porque o “perfeito amor lança fora todo medo” I João 4,18.

Maurício Andrade
Bispo da Diocese Anglicana de Brasília, IEAB

A diversidade humana precisa ser afirmada para que nossa existência não seja negada, nossa vida é dom de Deus.

Valéria Vilhena
Fundadora do Evangélicas pela Igualdade de Gênero

Valeria_Vilhena
Ronilso_Pacheco

Não cabe mais, nesse mundo, o desrespeito, violência e negação de reconhecimento e dignidade às pessoas LGBTQI+. Não cabe mais o silenciamento de sua visão de mundo, sua compreensão da vida, sua fé. Não teremos um mundo verdadeiramente  justo, sem que a justiça as alcance.

Ronilso Pacheco
Teólogo, pastor na Comunidade Batista em São Gonçalo

O exemplo de Jesus de Nazaré que conhecemos pelo Evangelho não é compatível com nenhuma forma de discriminação e promoção do ódio. Por isso, toda a pregação LGBTfóbica e racista é antievangélica. Que a RUAH nos provoque com seu sopro transformador a mensagens amorosas e práticas acolhedoras.

Pra. Romi Bencke
Secretária geral do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs – CONIC

Romi_Bencke
Ricardo_Gondim

O esforço pela inclusão de todas e todos passam pelo reconhecimento de que a dignidade humana é intrínseca e inquestionável. Na teologia, a Imago Dei significa que a imagem de Deus pode ser reconhecida nas vidas e nos corpos.

Pr. Ricardo Gondim
Igreja Betesda São Paulo

A inclusão de pessoas LGBTQI+ é um imperativo para as Igrejas e as comunidades de fé. O Evangelho é a boa notícia de um Deus que acolhe e ama, por isso aqueles e aquelas que professam o seu nome comprometem-se com a sua vocação primeira que é a acolhida e o amor.

Pra. Lusmarina Campos Garcia
Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil

Lusmarina_Garcia
Jackson Augusto

Reconhecer a diversidade do reino de Deus, da Criação e do próprio Deus, é reconhecer a grandeza de Deus e de sua glória. Eu como evangélico e negro, jamais poderia reproduzir uma injustiça se justificando na bíblia, contra qualquer irmã ou irmão meu por conta de quem ele é, isso seria reproduzir a lógica que escravizou o povo negro, seria a lógica do opressor que nada tem a ver com o reino de justiça, paz e alegria.

Jackson Augusto (@afrocrente)
Ativista, Articulador Social do  Movimento Negro Evangélico de Pernambuco

O mundo vive transformações permanentes. Nele, nem o ser humano e nem a família estão sob ameaça; estão, sim, sob mudança. O que está em jogo é a cidadania, a igualdade de direitos e, acima de tudo, o direito “à vida e à vida em abundância” (João 10.10).

Magali do Nascimento Cunha
Jornalista e Pesquisadora, Igreja Metodista

Magali_Cunha
Julio Borges

A dignidade de todo ser humano se baseia na declaração divina de que fomos criados conforme a imagem e semelhança da Trindade Santa e pelo fato de que Jesus Cristo deu sua vida por todos. Qualquer preconceito ou intolerância que exclua o outro não tem base na fé cristã.

       

Pr. Júlio Borges de Macedo Filho

Pastor fundador da Igreja Cristã de Brasília

Deus é Deus da diversidade. A criação nos mostra isso: Ele fez cada pessoa de um jeito e todas para o Louvor d’Ele!

Simony dos Anjos
Rede de Mulheres Negras Evangélicas
Igreja Presbiteriana Independente em Osasco

Simony_dos_Anjos
Tati Ribeiro

 Igreja deve ser espaço seguro para todas as pessoas viverem sua fé com respeito e dignidade, e como Deus as criou: a sua imagem e semelhança. O amor de Deus é perfeito, e jamais irá condenar quem ama e vive o amor!   

Revd. Tati Ribeiro 

Catedral Anglicana da Ressurreição, Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Brasília/DF

Na diversidade do Corpo de Cristo não cabem visões limitantes e estereotipadas. Incluir não é uma opção, é a missão da Igreja diante da diversidade humana. Como é bom caminhar em diversidade!  

Reverendo Giovanni Alecrim.

Igreja Presbiteriana Independente do Brasil

Alecrim_Reverendo
Raimundo Cesar

Qualquer indivíduo, comunidade ou instituição que, em nome de Deus, promove discriminação e opressão — racial, étnica, de gênero, sexual ou social — contra qualquer ser humano, não apenas viola seus direitos, mas também profana a imagem divina presente em cada pessoa. Confessando nossa cumplicidade, nos posicionamos em solidariedade com irmãos e irmãs LGBTQI, denunciando cada ato discriminatório como crime e como pecado, pois quem discrimina o próximo toma ilegitimamente o lugar de Deus, se posicionando arrogantemente como juiz de seu par.     

Raimundo César Barreto Jr.

Professor de História e Estudos Ecumênicos do Seminário Teológico de Princeton, EUA